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Família: os Colibris ou Beija-flores são pássaros da família Trochilidae .
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Ocorrência: são encontrados exclusivamente nas Américas
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Número de espécies: mais de 350 com cerca de 770 sub-espécies
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Maior número de ocorrências: Colômbia, Brasil, Peru, Venezuela, Guianas
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Maior número de ocorrência por área: Estado do Espírito Santo, Brasil, com 42 espécies e sub-espécies, numa área de 45.000 km2
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Velocidade de vôo: a espécie do cerrado e campos gerais brasileiros, Heliactin cornuta chega a 60 km/h
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Velocidade de batimento das asas: a espécie brasileira Caliphlox amethystina chega a 90 batidas/segundo. As espécies maiores são mais lentas.
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Maior colibri: Patagona gigas da Colômbia, com mais de 15 cm. É o mais lento também, com 2 vibrações de asa/segundo.
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Menor colibri: Lophornis magnificus da floresta atlântica brasileira de montanha, com 1,2 grs. Há uma espécie nos EUA mais pesada mas alguns milímetros mais curta.
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Alimento: néctar de flores com açúcar de 18 a 29% , micro insetos e micro aracnídeos. Têm necessidade de suprimento energético constante, o que o obriga a alimentar-se 4 a 5 vezes por hora para poder voar com sua energia e rapidez característica. Chegam a alimentar-se 30 vezes seu peso em alimentos/dia. Em bebedouros com alimentação artificial pode-se utilizar o açúcar cristal, sem qualquer problema para a saúde destes pássaros, desde que seja feito uma higienização diária das garrafinhas e a solução açucarada, de 20 a 25% de concentração, seja trocada diariamente logo no início do dia. qualquer dúvida, consulte-nos.
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Máximo de altitude: Oreotrochilus chimborazo chega a 4.500 metros no monte Chimborazo, Equador
Movimentação: somente vôo, com asas modificadas na mão, ao contrário dos outros pássaros que voam com o antebraço; usam os pés apenas para se arrastar no galho, isto é, não caminham no chão nunca.
- Tempo de vida: na natureza 6 a 8 anos e em cativeiro, sem pressões de predadores podem chegar até 16 anos
- Tempo de incubação dos ovos: 3 semanas
- Tempo de maturação dos filhotes: 3 semanas
- Quantidade de crias por ano: 2
- Descanso: a noite, para economizar energia entram em torpor, reduzindo sua temperatura de 42 C para 32 C, e as batidas do coração de mais de 2000 por minuto para 40 por minuto
- Corte nupcial: é sempre propiciada pelo macho com deslumbrantes exibições de plumagens , malabarismos de vôo e canto
- Área mínima: Dependendo da espécie e do tipo de ecossistema, pode variar de 1 km2 a mais de 100 km2 por indivíduo
- São os únicos pássaros que param no ar, voam para trás, para cima, em movimento circular, em movimento helicoidal, em parafuso, em cambalhota.
Plantas preferidas: bromélias e plantas de flor avermelhada com néctar
OS BEIJA FLORES
André Ruschi
Os beija flores são as principais aves polinizadoras exclusivas das Américas. De todos os polinizadores são os únicos vetores entre populações vegetais distantes funcionando como um correio genético. Têm uma extraordinária mobilidade de vôo, com asas especiais, chegando em algumas espécies até a 90 vibrações por segundo. Tal hiperatividade permite-lhes ir de flor em flor, a direita e a esquerda, rapidamente sugando o néctar das orquídeas, bromélias, jambos, ingás, entre cipós, espinhos e galhos rapidamente. Chegam a velocidade de 60 km/hora.
Para manterem esse ritmo, necessitam alimentar-se de néctar e pequenos insetos de 15 em 15 min, em média. São os únicos pássaros a voar para trás e em movimento helicoidal. Seu coração bate a um ritmo de 2000 vibrações por minuto. A temperatura corporal é de 42ºC, mas a noite quando descansam cai para 35oC ou menos, e entram em hibernação. Suas cores são reflexos da luz e possuem significados especiais de relação territorial, camuflagem, advertência e relacionamento intersexual.
Augusto Ruschi foi o cientista Capixaba pioneiro do mundo, em 1932, a desenvolver o método de alimentação em garrafinhas e sua criação em cativeiro. Foi um dos maiores especialistas em comportamento das Aves, graças às suas pesquisas e observações intensas da natureza. Percorreu todos os países das Américas, e de todas as espécies e sub-espécies , conseguiu observar na natureza 754 das 757 que existem, descrevendo com precisão o comportamento de todas as espécies brasileiras. Sua obra é de gênio e figura como pioneiro em diversas áreas da ciência ambiental, aparecendo como um dos pioneiros na luta ambientalista, desde 1937, alertando para o desmatamento, a desertificação e a seca. Ferrenho militante e hábil orador , centralizou extraordinárias polêmicas e debates em defesa ao meio ambiente. Mas sua fama atravessou fronteiras, notadamente pelas contribuições e avanços às técnicas de fotografia, para paralisar a imagem do beija flor em pleno vôo, e ter sido o beija flor com o qual presenteou a rainha Elizabeth II, a primeira imagem a cores da TV a cores, pela BBC em Londres. Sua história tem um museu biográfico exclusivo: Casa Augusto Ruschi, em Santa Teresa.
No ES temos 41 espécies e sub-espécies. Algumas pesquisas necessitam complementar as afirmações de Augusto Ruschi e vêm sendo realizadas por André Ruschi, seu filho e também cientista, em Santa Cruz, na Estação Biologia Marinha Ruschi (www.augustoruschi.com.br) e em Santa Teresa, no Parque florestal Augusto Ruschi.
A espécie topetinho vermelho, característica da floresta Atlântica, é a menor ave do mundo, com 70 mm e 1,2 g. Ocorre na região alta do estado, como domingo Martins, Santa Teresa e Venda Nova. Na parte mais alta do estado, Caparaó, Forno Grande, vive a espécie penacho verde. O preto e branco raramente vem na região das praias. O estrela vermelha e o do papo preto passam por aqui em movimentos de migração.
O ES só perde em número de espécies para o Amazonas e Minas Gerais, que têm uma área muito maior. Nossa riqueza de habitats e ecossistemas é o que possibilita esta riqueza de concentração de espécies tão grande. Outros recordes de biodiversidade é a quantidade de espécies de orquídeas no ES e biodiversidade florestal/área.
As espécies Ramphodon dhornii e Popelairia langsdorffi estão em extinção.
As espécies Rhamphodon naevius freitasi, Glaucis hirsuta abrawayae e Phaethornis nigrirostris são exclusivas do Espírito Santo.
EXPEDIÇÃO COLIBRIS 2002
Release
Uma seleta equipe de especialistas franceses e brasileiros realizou uma expedição de pesquisa sobre colibris brasileiros, de 3 a 20 de março de 2002. A expedição foi coordenada pelos professores Jacques Vielliard-UNICAMP (Bioacústica) e André Ruschi- Criadouro de Colibris Augusto Ruschi (Ecologia-etologia). Contou também com a participação da Dra. Maria Luisa da Silva-USP (Neurociências), Dr. Henry Quinque e Lily (reprodução de animais em extinção-gastroenterologia), Gregory e Ariane Guida (informática-filmagem).
Nas datas de 3 a 9 de março, a expedição percorreu trechos da floresta da Estação Biologia Marinha Ruschi em Santa Cruz, Aracruz, ES, dirigida pelo ecólogo especialista em beija-flores e educação ambiental André Ruschi, onde está sediado o criadouro de Trochilídeos (beija-flores) Augusto Ruschi e a sede do projeto de pesquisas. Na ocasião foram feitas filmagens inéditas do ninho da rara espécie de beija-flor Phaethornis idalie, e outros registros como Glaucis hirsuta, Amazilia brevirostris, além de uma forma albina mutante.
Também foi visitado o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão em Santa Teresa, ES, onde foi consultada a importantíssima coleção de colibris taxidermizados desta instituição, testemunho da obra de pesquisas de seu fundador, Augusto Ruschi, que desenvolveu o mais importante e extenso programa de pesquisas existente sobre estas aves, de 1932 até 1986. Estas pesquisas vêm sendo continuadas pela Estação Biologia Marinha Ruschi desde 1988.
De 10 até 20 de março, a equipe percorreu mais de 1000 km de trilhas, sendo 200 km a pé, na Chapada Diamantina, no sertão da Bahia, região de Mucugê e Andaraí, entre pedras, pedreiras, vales, grotões, rios, riachos, grutas, cachoeiras, orquídeas, bromélias e muitos beija-flores. Foram obtidas imagens inéditas de espécies raríssimas, nunca antes filmadas na natureza, como o Heliactin cornuta (Chifrinho-de-ouro) e Augastes lumachellus (Beija-flor-de-gravata), sendo este último, espécie endêmica da Chapada Diamantina na Bahia.
Novas expedições serão programadas para dar continuidade às observações e registros, assim como auxiliar no desenvolvimento do plano de manejo visando a garantia da sobrevivência destas raríssimas espécies e preservação das suas funções na natureza.
Durante a expedição, a equipe fez vários contatos com autoridades locais, incluindo o Dr. Humberto, diretor do Parque Nacional da Chapada Diamantina, Sra. Ana Medrado, Prefeita de Mucugê, Dr. Hélio Fernandes, Diretor do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, Sr. Jessé Moura Marques Jr., gerente das Relações com a Comunidade da empresa Aracruz Celulose SA. Na ocasião, a empresa ofereceu seu apoio para a realização de expressivo evento científico de natureza internacional para agosto de 2003, o XVIII Congresso Internacional de BioAcústica, em Santa Cruz, Aracruz, presidido pela membro da equipe, Dra. Maria Luisa da Silva.
Várias informações técnicas foram passadas e planejadas para estes órgãos, pela equipe da expedição. Algumas alternativas de convênio da Estação Biologia Marinha Ruschi com a prefeitura de Mucugê e outros municípios estão sendo analisadas.
A beleza da Chapada Diamantina e as florestas do Espírito Santo são verdadeiros pedaços do Paraíso, cheios de jóias da criação. Esta é a opinião destes deslumbrados pesquisadores.
BEIJA FLORES DE SANTA CRUZ
Release
As espécies observadas até julho de 2007 são as seguintes:
1. Amazilia brevirostris
2. Amazilia fimbriata tephrocephala
3. Amazilia lactea
4. Amazilia versicolor versicolor
5. Anthracothorax nigricollis nigricollis
6. Calliphlox amethistina
7. Chlorestes notatus cyanogenis
8. Chlorostilbon aureoventris pucherani
9. Chrysolampis mosquitus
10. Colibri sirrirostris
11. Glaucis hirsuta hirsuta
12. Eupetomena macroura macroura
13. Heliomaster squamosus
14. Hylocharis cyanus cyanus
15. Hylocharis sapphirina latirostris
16. Leucochloris albicolis
17. Lophornis magnifica
18. Melanotrochilus fuscus
19. Phaethornis idaliae
20. Phaethornis prettei
21. Phaethornis ruber ruber
22. Polytimus guainumbi thaumantias
23. Thalurania glaucopis
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